Região

O regresso da chanfana

  • 12 de Julho de 2005, 14:50

Este é, pelo menos, o objectivo da organização da TerraFlor, que vai colocar nas mãos do chefe Michel a confecção ao vivo de Ovino Churro-espeto e Ovino Churro-perna com arroz de pingo.
Durante os quatro dias da feira, o Agrupamento de Defesa Sanitária de Carrazeda de Ansiães e Vila Flor e a Associação Nacional de Criadores Ovinos da Terra Quente (ANCOTEQ) vão tentar relançar o consumo de carne de ovelha churra, um costume que caiu em desuso nos últimos anos. “A ovelha chega aos 4-5 anos e ninguém a quer, porque perdeu-se o hábito de usar carne em pratos como a chanfana”, lamenta Camilo Carvalho, um criador de ovelhas da zona de Vila Flor.
Com o envolvimento dos agricultores e respectivas associações de criadores, o contributo do chefe Michel pode ser decisivo para começar a relançar o consumo do Ovino Churro. “O consumo da carne de ovelha é totalmente seguro, desde que sejam acauteladas as condições sanitárias”, assegura Camilo Carvalho.

Queijo e borrego terrincho

Actualmente, a Churra da Terra Quente conta com um efectivo que ronda os 200 mil animais, entre os quais 31.523 fêmeas reprodutoras inscritas no Livro Zootécnico.
O efectivo desta raça autóctone está distribuído pelos concelhos de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vila Nova de Foz Côa.
Além da lã e da carne, são as ovelhas Churra da Terra Quente que produzem o leite necessário à produção do Queijo Terrincho, um produto certificado com Denominação de Origem Protegida (DOP). A gestão desta denominação é assegurada pela Cooperativa de Produtores de Leite de Ovinos da Terra Quente que, tal como a ANCOTEQ, está sedeada na Quinta Branco, em Larinho, Torre de Moncorvo.
No mesmo local funciona a OVITEQ – Cooperativa de Produtores de Carne de Ovino da Terra Quente, o organismo responsável pela comercialização do Borrego Terrincho (DOP), outro dos produtos certificados que provém da Churra da Terra Quente.
O registo zootécnico da raça arrancou em 1991, pela mão do Centro de Ovinicultura do Nordeste, sendo, actualmente, da responsabilidade da ANCOTEQ, que assumiu esta tarefa em 1993.

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