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Diabos pelo centro de Bragança

Diabos pelo centro de Bragança
  • 12 de Março de 2014, 12:14

O presidente da Academia Ibérica da Máscara, António Tiza, explica o que simbolizam estas três figuras.
“A Morte, o Diabo e a Censura actuavam em conjunto, no passado, e o seu objetivo era alcançar as moças solteiras e, quando logravam o seu intento, castigavam-nas com fortes vergastadas. Num passado não muito remoto, este ritual assumia proporções verdadeiramente aterradoras. A sua finalidade era instituir o terror, sobretudo pela presença da morte, e lembrar às pessoas que a Quarta-feira de Cinzas é o dia da penitência. Além disso, havia que chamar a atenção dos fiéis para o primeiro dia da Quaresma, devendo, por isso, fazer penitência”, explica o responsável.
A Academia Ibérica da Máscara desenvolve, actualmente esta acção, para não deixar morrer este ritual.
Os brigantinos gostam de ver esta tradição recuperada. Maria de Lurdes estava na Praça da Sé e gostou de se cruzar com estas figuras. “É sempre engraçado vê-las. No passado via-se muita gente, hoje já são poucos e é pena, porque é uma tradição genuinamente transmontana”, refere.

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