“Cães de ninguém” adoptados pelo Facebook
Residente em Bragança, despertou para este problema quando há dois anos encontrou um cão abandonado. “Estava perto do castelo, recolhi-o e está comigo até hoje. Nunca tinha tido cães, pois a minha paixão sempre foram os gatos”, conta.
Costuma chamar-lhe os “cães de ninguém”, por andarem perdidos pela rua, mas a sua preocupação é sobretudo direccionada para aqueles que vão parar ao canil e ganham um “prazo de vida”, de cerca de duas semanas, até que sejam reclamados pelo dono. “Procuro retirar aqueles que não têm hipóteses de adopção antes que sejam eutanasiados”, refere, e muitas vezes acolhe-os temporariamente em sua casa. “Deito-lhes a mão e arranjo-lhe novos donos através do facebook. Eu coloco a fotografia do animal, apelando à necessidade de adopção com urgência. As pessoas sensíveis comentam e partilham e tenho encontrado dono para todos”, garante.
No início deste mês chegou a deslocar-se a Lisboa para entregar um cão com dois meses, pois a dona já não tinha possibilidades de continuar a tê-lo. Paula Mendes, de Loures, ficou com ele depois de ter estabelecido vários contactos. “Vi as fotos no facebook, gostei daquele, entrei em contacto com ela e veio cá trazê-lo e eu tinha de arranjar boleia para Lisboa, mas conseguimos”, salienta a nova dona.
Reportagem para ler na íntegra na edição impressa ou pdf e para ouvir 4ª feira na Rádio Brigantia, a partir das 10:00 horas no programa “Estado da Região”. Participe