Capital de distrito há dois anos sem cinema
“Havia despesas de manutenção e não só, que não eram compensadas, porque não havia pessoas suficientes a assistir em termo de valor unitário de bilhete que pudesse suportar as despesas que gerava a loja no seu funcionamento normal. A falta de pessoa e a falta de rentabilidade ditou o fim do contrato”, refere a directora do centro comercial, Mariema Gonçalves.
A responsável não tem dúvidas que foi a falta de assistência que ditou o fim da sétima arte na capital de distrito. “É um pouco um contra-senso. De facto faz-nos falta o cinema, sentimos que não temos cinema, faz-nos sentir mais pobres. Mas o que é facto é que as pessoas não aderiam aos cinemas. A taxa de ocupação era muita baixa e chegou a haver sessões de cinema para uma pessoa”, assegura Mariema Gonçalves.
Ainda assim, a responsável pelo espaço afirmou que têm sido feitos esforços no sentido de ocupar novamente as salas, o que não é garantido, devido à falta de investimento que se tem verificado no distrito.