Contrariar despovoamento com reforço da cooperação com Espanha
O antigo ministro da Saúde defende mesmo que sejam as próprias entidades locais a estabelecer acordos com os países vizinhos e dá o exemplo da área da Saúde.
Jornal Nordeste (JN) – Estamos numa região em que o despovoamento é uma das principais preocupações das entidades locais e da própria população. A Europa está a delinear medidas para contrariar situações como esta do despovoamento? Acha que é possível contrariar a tendência de os jovens fugirem para o Litoral?
Correia de Campos (CC) – Se o despovoamento se situa nas zonas de fronteira dos dois países, há duas medidas importantes, a primeira é abrir os eixos de comunicação e fazer com que as terras mais longínquas se tornem mais próximas do Litoral e dos centros com mais população, e a segunda é que os dois lados da fronteira se encontrem mais vezes. Isto é, que haja muitas ligações transfronteiriças, que haja muitos contactos transfronteiriços, que haja muitos projectos comuns transfronteiriços, que podem ser na área do Turismo, Saúde, Educação, Social. Essa abertura de eixos transfronteiriços é muitíssimo importante.
Se em vez do distrito de Bragança se considerar do ponto de vista do desenvolvimento económico como um distrito isolado, como o extremo Nordeste de Portugal, e se considerar como um parceiro de León, a visão é completamente diferente e o nível de desenvolvimento económico também.
Temos é que olhar o território de forma diferente. Começar com pequenas experiências na Saúde, na Educação, Acção Social, Energias, e partir daí promover o desenvolvimento nesta faixa Interior.
(Entrevista para ler na íntegra na edição impressa ou pdf. Para ouvir à 4ª feira na Rádio Brigantia, a partir das 17:00 horas)