“O comboio era muito mais vantajoso para a região do que o avião”
Aos 64 anos publica o seu primeiro livro, intitulado “Trás-os-Tempos”, depois de ter escrito para várias publicações, entre elas a revista Louis Braille da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), da qual já foi presidente. Em Novembro passado ajudou a criar o movimento DARTE, Defender, Autonomizar e Rejuvenescer Trás-os-Montes.
Em entrevista ao Jornal NORDESTE, Francisco Manuel Alves fala-nos sobre o seu livro e também sobre aquilo que considera que pode ser feito para rejuvenescer Trás-os-Montes.
Jornal Nordeste (JN) – O título “Trás-os-Tempos” e o subtítulo “O que resta de um pote desasado”, acaba por ser uma comparação com o que resta deste Nordeste Transmontano?
Francisco Manuel Alves (FMA) – De facto é isso: o que resta dele é o que resta também de Trás-os-Montes. Pretendo que o título remeta para Trás-os-Montes, mas também para o tempo, porque para mim o tempo é a realidade mais metafísica, aquela dimensão nossa, que nos perturba mais. No fundo é uma reflexão sobre o tempo, este rio que corre sem cessar, onde nós pensamos que somos os mesmos mas já não somos. Muda o tempo, muda o rio, mudamos nós. Trás-os-Tempos joga com isso. Através dos tempos, através dos montes, atrás dos tempos…
(Entrevista para ler na íntegra na edição impressa ou pdf)