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Bancos de livros aliviam orçamento familiar

Bancos de livros aliviam orçamento familiar
  • 10 de Setembro de 2014, 10:36

Os bancos de troca manuais escolares são, cada vez mais, uma solução para quem não tem capacidade financeira para adquirir manuais novos.
No banco de livros de Mirandela, a funcionar na Loja Ponto Já, a procura quase duplicou, em 2014. No ano anterior, que marcou a estreia desta iniciativa, deu resposta a 34 pedidos. Já este ano, 61 alunos receberam um total de 649 livros. O número de doações também ultrapassou os dois mil manuais nestes dois anos.
Este serviço está acessível a qualquer pessoa, mas têm prioridade quem usufrui do cartão social e quem doa mais livros.
Para além de abranger o concelho de Mirandela, houve solicitações de pessoas de Miranda do Douro, Macedo de Cavaleiros, Bragança e Porto. Elisabete Ferreira, responsável pelo banco de livros, acredita que a iniciativa é um sucesso. “A divulgação começou a alargar-se e as pessoas vêm. O banco foi criado para aliviar o orçamento das famílias em especial nesta fase de crise”, explica a responsável.
Elisabete Ferreira destaca que “é mais a classe média e média alta que recorre ao banco”.
Também em Alfândega da Fé, o banco de livros funciona há dois anos. “Estamos a divulgá-lo e as pessoas estão a aderir cada vez mais”, assegura a presidente da Câmara Municipal, Berta Nunes. O banco é alimentado sobretudo pelos livros do 1.º Ciclo que são oferecidos pela Câmara a alunos com escalão A e B, e que se comprometem a entregá-los nesta plataforma de troca no final do ano.

Mais procura no Secundário

Em Bragança também há um banco de livros para apoiar as famílias dos alunos dos três agrupamentos de escolas da cidade, que funciona na sede do Agrupamento de Escolas Abade de Baçal.
Aqui as famílias com mais dificuldades financeiras têm oportunidade de encontrar livros para todos os níveis de ensino. “O número de pais a procurar este banco de livros tem aumentado e também se nota que os pais estão mais sensibilizados para a entrega dos livros que não podem dar apoio nos anos seguintes aos seus educandos”, afirma a presidente da Associação de Pais do Agrupamento de Escolas Abade de Baçal, Susana Abrantes.
A responsável conta que há cada vez mais famílias a optar pela reutilização de livros sempre que possível. “A questão de os livros estarem a alterar constantemente os seus programas isso vem dificultar o apoio que possa dar com este tipo de livros”, lamenta a responsável.
A procura de livros tem vindo a aumentar, principalmente para o Secundário. “Por vezes não há possibilidade de apoiar em determinadas disciplinas, porque alguns livros ainda fazem falta no Ensino Superior”, remata Susana Abrantes.

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