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“Precisamos de mais cinco assistentes operacionais”

“Precisamos de mais cinco assistentes operacionais”
  • 15 de Setembro de 2014, 09:01

Jornal Nordeste (JN) – A abertura do ano lectivo está marcada entre 11 e 15 de Setembro. Está tudo preparado no Agrupamento de Escolas Emídio Garcia para o início das aulas?
Eduardo Santos (ES) – Sim. À semelhança de anos anteriores nós também vamos preparando as coisas e no dia 11 e 12 fazemos a recepção aos alunos e no dia 15 começamos efectivamente com as aulas.

JN – As alterações nos concursos de professores vão causar constrangimentos no início do ano lectivo? O Agrupamento Emídio Garcia já tem todos os professores necessários? E pessoal não docente?
ES – No Agrupamento de Escolas Emídio Garcia 95 por cento dos docentes são do quadro, apenas em dois grupos de recrutamento estamos com deficiência de docentes, que é o de Educação Física e o de Espanhol. Nos restantes grupos temos todos os professores colocados, com o respectivo serviço distribuído.
Nestas áreas as aulas poderão atrasar-se uma semana até à selecção dos professores. No entanto, se o Ministério colocar esses docentes em falta ainda durante esta semana esse atraso já não se vai verificar.
Relativamente a assistentes operacionais, temos alguns constrangimentos. Nós temos cerca de dois mil alunos, em termos de funcionários temos cerca de 35 distribuídos pelas diferentes escolas. Para vigiar, principalmente no 1.º e 2.º Ciclos, verificam-se algumas deficiências. Na escola sede temos outro problema relacionado com a limpeza do edifício, porque a área com as obras duplicou e temos o mesmo número de funcionários, o que causa alguma dificuldade na gestão do pessoal.
Por isso, eu diria que precisamos de mais cerca de cinco assistentes operacionais neste Agrupamento.

JN- O Agrupamento Emídio Garcia é um dos maiores do distrito de Bragança. Quais são os principais constrangimentos na gestão deste mega agrupamento? E em termos de aprendizagem para os alunos, a constituição de mega agrupamentos é favorável ou prejudicial para os alunos?
ES – Para quem estava habituado a gerir uma escola, agora gerir um agrupamento que é constituído pela escola sede, uma escola do 2.º Ciclo, o Centro Escolar, três escolas do 1.º Ciclo no meio urbano e uma no meio rural a ligação entre elas em termos de comunicação por vezes torna-se mais complicada, por isso recorremos muitas vezes aos meios informáticos e tentamos resolver essas situações. Mas há situações em que é necessário a deslocação física das pessoas e isso traz algumas dificuldades.
Da avaliação que podemos fazer destes dois anos a única coisa que se verifica é que há uma maior interligação entre os vários ciclos. No entanto, ainda não se verifica que quer os pais, quer os alunos, a noção de agrupamento, e aquilo que se verifica é a transferência de alunos na mudança de ciclos. Ou seja, há sempre uma transferência de alunos entre agrupamentos.

JN – O despovoamento da região está a ter impacto nas escolas? Têm registado uma diminuição do número de alunos nos últimos anos?
ES – Sim. O número de alunos tem vindo a diminuir e verifica-se mais essa variação em termos do pré-escolar e do 1.º Ciclo, é uma diminuição ligeira, que ronda os 10 por cento. No entanto, em termos de agrupamento há uma pequena diminuição, mas não como se verifica no 1.º Ciclo, para isso contribuiu o alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12.º ano.

JN – A criação de três agrupamentos na cidade de Bragança aumentou a competição entre as escolas ao nível da captação de alunos?
ES – De facto aumentou e aumentou de uma maneira que eu não acho que seja uma competição sadia. Aquilo que se verificou durante os meses de Julho e Agosto deste ano não dignificou as instituições cuja função é ensinar, educar e a transmissão de valores. Eu penso que houve um exagero que espero bem que em anos posteriores não volte a acontecer. Parece que estamos a tratar de mercadoria e não a tratar de alunos. Devemos de facto elucidar os pais e os alunos para aquilo que os agrupamentos podem oferecer, mas fazê-lo de uma maneira que dignifique as próprias instituições.

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