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A visão dos sindicatos

A visão dos sindicatos
  • 15 de Setembro de 2014, 09:03

Carlos Silvestre
SPLEU
“Há questões que nos estão a preocupar, como este atraso na colocação dos docentes com problemas que se traduzem no funcionamento das escolas que não podem distribuir serviço porque ainda há professores por colocar e isto cria alguma instabilidade em termos de organização do início do ano. Não se compreende como é que se anda há dois ou três meses a realizar concursos e a uma semana do ano lectivo ainda há professores por colocar e isto também é desgastante para os docentes.
Outra questão que nos está a preocupar tem a ver com a constituição das turmas, mais uma vez as escolas fizeram pedidos para que fossem mais reduzidas e foram indeferidas algumas turmas com número mais reduzido de alunos, quando há professores nas escolas sem horário que podiam assegurar o funcionamento dessas turmas e o Ministério nem iria gastar mais dinheiro com a contratação de mais professores.”

Ana Paula Tomé
SPN
“Até à data temos informação que alguns agrupamentos estão com dificuldades de colocação de professores no 2.º, 3.º Ciclos e Secundário. Este atraso nas colocações vai ter implicações negavas, porque os alunos vão iniciar mais tarde e vão ficar angustiados, assim como a própria organização escolar com todos os outros professores. Além disso, é prejudicial para os próprios professores, porque aqui no distrito temos alguns docentes de quadro com mais de 20 anos de serviço que foram sujeitos a concurso porque já não tinham lugar na sua escola e não sabem em que escola vão ser colocados e isto vai originar divisão de famílias e instabilidade nestes profissionais.
Outro problema é o Ministério obrigar a que se constituam turmas com o número máximo de alunos, quando no nosso distrito há escolas que têm esses professores e nem necessitavam de contratar mais docentes.”

Manuel Pereira
SPZN

“Uma vez mais não foram respeitadas as datas previstas pelo Ministério da Educação para o início do ano lectivo. Lamenta-se que o problema persista uma vez mais e que ano após ano ninguém o tente resolver ou minorar.
Insistimos, novamente, numa solução óbvia que passa obrigatoriamente pela dotação de todos os professores e funcionários necessários aos quadros das escolas e dos agrupamentos de escolas, de forma a garantir, todos os anos, o seu regular funcionamento.
Este problema manifesta-se de forma igualmente danosa para os professores pois, muitos deles, não sabem onde ficarão colocados, criando neles, todos os meses de Setembro, uma instabilidade emocional indesejada.”

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