Vindima atrai pessoas do litoral ao Lombo
As tesouras cortam as uvas ao ritmo dos vindimadores. Pela manhã do passado sábado um grupo de cerca de 50 pessoas distribui-se pela vinha da Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros na aldeia do Lombo. Muitos vieram do Litoral para experimentar esta tarefa agrícola, outros aproveitaram para matar saudades e regressar às origens.
Manuel Terroso percorreu mais de 200 quilómetros de Póvoa do Varzim até ao Lombo, em Macedo de Cavaleiros. “Temos uns amigos que têm cá casa e nós vimos cá aos eventos. É a segunda vez que venho à vindima e está a ser uma experiência muito boa”, conta o visitante.
Os curiosos juntam-se a quem já tem experiência. É o caso de Elisa Vaz. Esta macedense garante que está habituada a vindimar, mas confessa que é preciso ter algum cuidado. “É pegar nas tesouras começar a cortar e ter cuidado para não cortar os dedos. Depois de cortadas vão para as caixas, as caixas vão para as carrinhas e são transportadas para o lagar”, descreve a vindimadora.
O programa da vindima comunitária incluiu todo o processo de transformação das uvas, não esquecendo o tradicional mata-bicho.
“Começa-se a cortar as uvas na vinha, depois faz-se uma pausa para o mata-bicho tradicional, continua-se a vindima. Depois de terminar vimos para a adega faz-se a escolha das uvas, há o desengaçar, e vai para os lagares para fermentar”, explica o responsável pela Adega da Quinta do Lombo, Francisco Castanheira Pinto.
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