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Escolhas alimentares promotoras de saúde

Escolhas alimentares promotoras de saúde
  • 17 de Outubro de 2014, 09:00

O tema do Dia Mundial da Alimentação – assinalado, desde 1981, a 16 de outubro – é, este ano, “Alimentar o mundo, Cuidar do planeta”. O objetivo é sensibilizar a população para a importância da agricultura familiar e dos pequenos produtores, nomeadamente na erradicação da fome e da pobreza, assim como na promoção da segurança alimentar, numa melhor nutrição, na melhoria do estilo de vida, na preservação dos recursos naturais e no desenvolvimento sustentável, em particular das zonas rurais.
De salientar que o ano de 2014 foi, aliás proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas como o Ano Internacional da Agricultura Familiar.
Em defesa de escolhas alimentares promotoras de saúde, a nutricionista Regina Afonso e a enfermeira Ana Sofia Coelho, ambas profissionais da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, deixam neste Olho Clínico algumas explicações.

Regressar à terra
Começando pela produção de alimentos, Ana Sofia Coelho e Regina Afonso defendem a agricultura familiar como forma privilegiada de obter aquilo de que necessitamos para comer. O que é possível fazendo desde o aproveitamento dos terrenos, próprios ou de familiares e vizinhos, até à produção possível nas varandas das casas, por exemplo de ervas aromáticas (excelentes substitutos do sal).
A agricultura familiar permite obter alimentos mais saudáveis, seguros, saborosos, nutritivos e “amigos do ambiente”, contribuindo ainda para a revitalização da economia local, motivo pela qual deve ser seguida e incentivada.
Regressar ao cultivo e fazer dele um hábito deve, por tudo isto, ser uma meta. Para os adultos e com o envolvimento das crianças, promovendo o valor do trabalho e a alimentação saudável e equilibrada.

Compras conscientes
No que respeita à compra de alimentos, as profissionais da ULS Nordeste lembram algumas regras básicas, que passam por dar preferência aos produtos frescos e “da época”, em detrimento de comida processada, ou seja, refeições prontas a aquecer no microondas e consumir. Além destas refeições serem ricas em sal, gordura e açucar, constituindo por isso uma ameaça à saúde individual, constituem também um perigo para o meio ambiente, pois exigem maior consumo de energia na sua produção, confeção e ainda resultam em maior quantidade de lixo para ser processado pela natureza. Escolhendo produtos frescos e confecionando-os em casa, sem aditivos e com menor quantidade de sal e gordura, estaremos a zelar pela nossa saúde e pela dos outros, salientam Regina Afonso e Ana Sofia Coelho.
Outras sugestões passam por não ir às compras com fome (para não trazer o que não se necessita e que normalmente é de absorção rápida e mais prejudicial para a saúde, como doces), e levar para casa os alimentos apenas nas quantidades necessárias, de modo a não ultrapassar prazos de validade e não acabar por os deitar no lixo.
Após a compra, as profissionais aconselham que a conservação dos alimentos seja cuidada, nomeadamente em lugar fresco e seco, para que não se estraguem. Deverão ser separados os produtos perecíveis dos não perecíveis.

(Ler artigo na íntegra na versão impressa do Jornal Nordeste)

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