Região

“É uma ginástica financeira apertadíssima”

“É uma ginástica financeira apertadíssima”
  • 14 de Novembro de 2014, 09:47

Jornal Nordeste (JN) – Quais as condições das instalações da EB 2,3,S? Ainda há amianto na escola sede?

Jerónimo Pereira (JP) – Na escola sede as instalações estão bastante degradadas. Desde a construção, em 1982, não foi feita nenhuma intervenção de fundo. Os problemas têm a ver com tectos, com salas, onde numa ou outra temos infiltração de água da chuva, e a caixilharia já se encontra bastante degradada.
Fomos contemplados na fase 4 do Parque Escolar e aguardamos que ainda possamos vir ter essa intervenção. Não temos indicação nenhuma de quando avançará. Vamos fazendo a manutenção de acordo com as necessidades mais prementes, substituindo uma porta, uma fechadura, na época de férias os funcionários vão fazendo algumas pinturas interiores, envernizando as portas. Precisávamos de uma intervenção de fundo que substituísse a caixilharia e as coberturas dos pisos que estão muito degradadas.
Ainda há amianto, foi retirado das coberturas exteriores, mas mantêm-se as coberturas dos pavilhões.

JN – Como viu a abertura do centro escolar? Havia problemas aquando da inauguração, em 2010, foram corrigidos?

JP – Determinou o encerramento das escolas do 1.º Ciclo do concelho, que mantinham alguma vida nessas localidades, mas não deixou de ser uma mais-valia para os alunos, porque veio integrá-los melhor, sociabilizam mais e a dispersão que havia não permitia o sucesso, nesse aspecto foi positivo. Embora com algumas lacunas, no que respeita à falta de instalações para a prática de Educação Física, de um espaço maior para o recreio e falta de cobertura de ligação à escola sede, porque os miúdos vêm aqui tomar as refeições.
Entretanto, a cobertura foi feita, mas só até meio, dentro do centro escolar, falta a cobertura que ligue à escola sede. A actividade física é feita no pavilhão da escola sede, com a condicionante de haver muitos alunos. O recreio agora tem uma cobertura que a Câmara Municipal fez e já resolve parte do problema.

JN – Quais os principais desafios na gestão de todos os níveis de ensino no agrupamento? E qual o maior problema que enfrenta na direcção das escolas?

JP – Os desafios passam por manter uma boa articulação, quebrando o isolamento entre os vários ciclos de ensino e criar um ambiente de trabalho. Com o agrupamento de escolas a gestão torna-se mais fácil, há maior partilha e comunicação. Os alunos sociabilizam mais e há uma maior e melhor uniformização das aprendizagens. É benéfico para os próprios alunos e o sucesso é maior, porque há menos disparidade a nível da aprendizagem e da transmissão dos conhecimentos.
A principal dificuldade foi a diminuição significativa do número de alunos, principalmente ao longo destes 10 anos. O agrupamento tem perdido em média entre 20 a 30 alunos, o que é significativo, porque sem alunos não há escola e o sucesso também não é tão grande.

Proponha um artigo de opinião:
info@pressnordeste.pt
Abrir
Written By
admin