Colheita antecipada devido a mosca da azeitona
A praga da mosca da azeitona atacou este ano os olivais da região, atingindo em especial a variedade verdeal transmontana. Os produtores que tenham este tipo de oliveiras são aconselhados a antecipar a colheita, de forma a não se comprometer a qualidade do azeite.
A Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD) reitera que se o produtor “tiver várias variedades, deve começar pela verdeal transmontana, evitando que quando vierem as primeiras geadas, a exposição ao ar da azeitona furada pela mosca oxide e danifique a qualidade do azeite”.
Nos olivais de verdeal o problema pode afectar 90 por cento da produção, sendo a zona mais afectada a Terra Quente, nomeadamente a bacia de Mirandela. “Nas restantes variedades, como a cobrançosa e madural o ataque não é significativo, mas pode também haver casos. A quebra em si não é grande para já, e em quantidade não se esperam perdas grandes, mas sim em qualidade”, explica o técnico da AOTAD, Emanuel Batista.
Avisos só em Setembro
O técnico da associação denuncia, ainda, que através dos sistemas de avisos e das capturas em armadilhas durante o mês de Agosto “era de começar a prever que havia um ataque e os sistemas de aviso deviam começar a sair durante o mês de Agosto”. “Esses avisos só foram feitos em Setembro, já com a lagarta a sair da azeitona. Já não dá para controlar com a aplicação de químicos, quando é muito em cima da apanha, pois não respeita o intervalo de segurança”, esclarece Emanuel Batista.
Manuel Pinto, um produtor com várias variedades, afirma que na sua quinta a produção tem uma pequena percentagem de azeitona furada. “Sou capaz de ter cerca de 15 por cento de azeitona contaminada, na verdeal”, esclarece o produtor, que já começou a campanha deste ano. “Até ver não temos tido geadas e não temos problemas nenhuns com isso”, afirma o olivicultor de Rêgo de Vide.