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“À hora de almoço perdemos o controlo dos alunos”

“À hora de almoço perdemos o controlo dos alunos”
  • 21 de Novembro de 2014, 09:49

Jornal Nordeste (JN) – Que especificidades da designação TEIPE se reflectem no funcionamento do agrupamento?

Maria Irene Louçano (MIL) – Como agrupamento TEIPE somos levados a refletir muito mais as nossas práticas pedagógicas. Os professores têm tempos da componente não lectiva para se juntarem semanalmente e refletirem sobre as suas práticas pedagógicas, os resultados escolares, para partilharem experiências e construir documentos em conjunto. Isso é uma mais-valia para o agrupamento. A monitorização é obrigatória e isso leva-nos precisamente à reflexão. Peço aos professores para fazerem de tudo o que está ao alcance deles para atingir as metas que temos.

JN- O que a levou a integrar o projecto TEIPE e o que mudou desde a integração no projecto?

MIL – O nosso convite para integrar o projecto teve a ver com os nossos maus resultados, que queremos melhorar. Entramos no TEIPE há três anos e não tem sido fácil. Implementámos, por exemplo, uma medida que é o desdobramento em dois tempos das aulas de Português e Matemática. É óptimo, porque os professores trabalham só com metade da turma durante um tempo da carga lectiva, o que lhes permite fazer outro tipo de trabalho.

JN- A nível de recursos humanos têm os docentes e funcionários necessários ao bom funcionamento do agrupamento? Houve constrangimentos no processo de colocação de professores?

MIL- Temos os professores suficientes mas só conseguimos ter todos os horários preenchidos a 29 de Outubro. Já os assistentes operacionais da escola sede são claramente insuficientes. Fazemos uma ginástica brutal para poder assegurar o mínimo. Provavelmente, a escola podia estar mais limpa, mas não se consegue, porque os assistentes operacionais não conseguem limpar tudo todos os dias. Nesse sentido, já pedi a colaboração dos docentes para o caso de ser necessário passar um pano. Seriam necessários talvez mais meia dúzia de assistentes operacionais para a escola sede. Nas restantes escolas temos o apoio da Câmara Municipal, que nos coloca cerca de 10 assistentes operacionais, sem esse apoio não teríamos condições de abrir o Centro Escolar.

(Ler artigo na íntegra na versão impressa do Jornal Nordeste)

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