Habitantes de Pinelo reclamam melhores acessos à aldeia
Os habitantes de Pinelo, no concelho de Vimioso, reclamam há várias décadas melhores acessos à aldeia. A Estrada Nacional 218-2, que liga a aldeia a Outeiro, no concelho de Bragança, é uma das preocupações dos habitantes de Pinelo. “Estamos isolados, é como se estivéssemos num esconderijo. Esta é uma das estradas piores do concelho, é do século XX. Queríamos ter uma ligação condigna”, sublinha a habitante da aldeia, Carmina Pires.
Os melhores acessos poderiam significar a fixação de mais pessoas numa localidade cada vez mais envelhecida. Aos 74 anos, o cónego António Amado, um filho da terra, lamenta que haja cada vez menos jovens na localidade. “Estou a tentar captar jovens casais para que possam trabalhar no lar de idosos, mas não é fácil. Isto está cada vez pior, há cada vez menos gente. Quando eu tinha 9 anos, na quarta classe éramos 46 raparigas e 45 rapazes. Hoje, tenho 74 anos e há duas ou três crianças. É uma descida íngreme. Para mim é uma agonia”, confessa António Amado.
Uma alternativa a esta estrada, e que poderia ser também uma forma de encurtar quilómetros na ligação de Vimioso a Bragança, é o traçado defendido há décadas pelos habitantes, não só desta aldeia, mas também de outras localidades da margem direita do Rio Maçãs.
Este projecto foi abandonado em 2009, altura em que a existência da espécie do Rato de Cabrera chegou a ser apontada como um dos entraves à execução da ligação. O Ministério do Ambiente, citando o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade chegou a referir que “não havia registo de populações dessa espécie na zona de implantação do projecto, o que existia era uma listagem que referenciava a possibilidade de a espécie existir”. Explicações que deixaram dúvidas aos habitantes de Pinelo.