Quebras na produção levam a aumento do preço do azeite
Em Trás-os-Montes a quebra está abaixo da média nacional, situando-se entre os 5 a 10 por cento, em relação ao ano anterior. De acordo com Francisco Pavão, da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD), a campanha oleícola na região deve fixar-se nas 15 mil toneladas. No entanto, o aumento dos preços já se está a fazer sentir na venda a granel com uma subida de 40 por cento em todo o País.
Francisco Pavão esclarece que as quebras ficaram a dever-se às condições atmosféricas e pragas. “É consequência do ano bastante atípico, e do Verão bastante fresco que potenciou o aparecimento de pragas, sobretudo da mosca da azeitona, que provocou prejuízos, quer a nível da qualidade quer a nível da queda da azeitona”, explica o responsável.
A redução na produção de azeite segue a tendência a nível internacional, situação que influencia os preços internos. Estima-se que haja um aumento de 15 por cento no valor a pagar pelo consumidor quando os novos azeites chegarem ao mercado. Contudo Francisco Pavão acredita que o produto de maior qualidade como o caso do transmontano não será tão afectado pela variação de preço.
“Os nossos azeites, do ponto de vista competitivo, são associados à grande qualidade e têm um valor no mercado superior. Esta situação não se reflectiu nos preços dos azeites na região”, afirma o responsável.