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“Não formamos pessoas para o desemprego”

“Não formamos pessoas para o desemprego”
  • 9 de Abril de 2015, 23:11

Jornal Nordeste (JN) – Sendo a única escola profissional de agricultura em Trás-os-Montes e Alto Douro, que papel desempenha a instituição?
Manuel Taveira Pereira (MTP) – Esta escola tem sido um importante factor de coesão social. Parte dos alunos provém de famílias humildes e os estudos e inquéritos indicam que a escola continua a ser um importante factor de ascensão social e desenvolvimento desses jovens, ao dar a oportunidade de desenvolverem a sua actividade profissional na sua própria terra.

JN – Quais os cuidados que a EPA tem no que diz respeito à oferta formativa?

MTP – Temos tentado nesta fase em que há uma desertificação humana bastante grande no interior apostar em ofertas formativas que sejam qualificantes e necessárias para o desenvolvimento da região. Não formamos pessoas para o desemprego e não temos neste momento diplomados para todas as solicitações que nos são colocadas pelas empresas. Todos eles têm um futuro garantido, uns para o ensino superior, numa média de 30 por cento, e os outros trabalhando por conta própria ou de outrem. A taxa de desemprego de diplomados é de 2 por cento.

JN – Quais as principais preocupações que a EPA enfrenta?

MTP – As nossas preocupações são a escassez de jovens, a falta vocacional dos jovens e a não certificação dos estabelecimentos de ensino para determinadas formações, onde em cada ano abrem determinada especialidade e todos os alunos devem ter vocação para aquela especialidade, o que é manifestamente impossível de ser verdadeiro. Depois há abandono, desinteresse e o mercado não quer nada com esses jovens e que emigram mesmo.
E nos estabelecimentos de ensino não sei se deva incluir as empresas privadas de formação, que não são escolas e que concorrem directamente com elas, mas com regras diferenciadas. Nos últimos anos tem sido um pouco facilitada a captação de jovens e adultos. Enquanto nesta escola só podem matricular alunos até aos 20 anos, noutros locais é até aos 25.

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