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Famílias afectadas por derrocada contestam intervenção do Município

Famílias afectadas por derrocada contestam intervenção do Município
  • 20 de Abril de 2015, 08:48

Os proprietários de três vivendas que estão em risco de ruir desde um desabamento de terras há 15 meses, no loteamento Retiro da Princesa, em Mirandela, vão exigir a execução da sentença para obrigar a autarquia a proceder às obras que garantam a segurança dos edifícios.
O Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela (TAFM) condenou, em Junho do ano passado, a Câmara Municipal a realizar um plano de intervenção temporária para evitar o desabamento das casas, bem como a monitorizar as estruturas e o talude.
As cinco famílias que ainda não puderam regressar às suas habitações entendem que a autarquia não está a fazer o que a sentença ditou. Em Janeiro deste ano, começaram a ser realizadas obras, com a colocação de uma rampa de consolidação, junto aos edifícios, mas os proprietários não estão satisfeitos com a intervenção.
O dono de uma das casas afectadas com a derrocada que derrubou o muro de suporte, Luís Brochado, acusa a autarquia de ter uma “atitude dilatória”.
“Estamos satisfeitos com a justiça porque tem funcionado, no entanto a autarquia tomou uma acção paliativa com a colocação de uma rampa não compactada, com deposição de aterro, com sobreposição de pedras laterais, mas que não contém o deslocamento de terras, como está confirmado no relatório do Instituto de Construção da UTAD”, sustenta.

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