Famílias afectadas por derrocada contestam intervenção do Município
Os proprietários de três vivendas que estão em risco de ruir desde um desabamento de terras há 15 meses, no loteamento Retiro da Princesa, em Mirandela, vão exigir a execução da sentença para obrigar a autarquia a proceder às obras que garantam a segurança dos edifícios.
O Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela (TAFM) condenou, em Junho do ano passado, a Câmara Municipal a realizar um plano de intervenção temporária para evitar o desabamento das casas, bem como a monitorizar as estruturas e o talude.
As cinco famílias que ainda não puderam regressar às suas habitações entendem que a autarquia não está a fazer o que a sentença ditou. Em Janeiro deste ano, começaram a ser realizadas obras, com a colocação de uma rampa de consolidação, junto aos edifícios, mas os proprietários não estão satisfeitos com a intervenção.
O dono de uma das casas afectadas com a derrocada que derrubou o muro de suporte, Luís Brochado, acusa a autarquia de ter uma “atitude dilatória”.
“Estamos satisfeitos com a justiça porque tem funcionado, no entanto a autarquia tomou uma acção paliativa com a colocação de uma rampa não compactada, com deposição de aterro, com sobreposição de pedras laterais, mas que não contém o deslocamento de terras, como está confirmado no relatório do Instituto de Construção da UTAD”, sustenta.