Artesãos querem artesanato na Praça da Sé
Os artesãos querem que a Feira de Artesanato, integrada na Feira das Cantarinhas, regresse à Praça da Sé. Há dois anos que os expositores de artesanato tradicional passaram para o Jardim António José de Almeida, depois de a Feira das Cantarinhas ter sido trazida para o centro da cidade.
Para os artesãos, as cantarinhas tradicionais e o artesanato característico da região merece um local nobre como é a Praça da Sé.
“Visto que o artesanato são peças únicas feitas à mão merecia um sítio nobre como a Praça da Sé. Muita gente da cidade me disse que não vinha cá, porque fica cá em baixo e é uma zona muito húmida. Há muita gente que eu conheço que não passou cá”, afirma Julieta Alves, a artesã que mantém viva a tradição das cantarinhas de Pinela.
Também Lurdes Barros prefere a Praça da Sé ao Jardim António José de Almeida. “Para nós é sempre melhor a Praça da Sé, porque o artesanato tem outra vista e outra exposição”, defende a artesã.
Numa visita pelos stands, Hulema Pires, que se dedica à cestaria também se queixa da localização da feira. “Este lugar não é o melhor. Estávamos habituados na Praça da Sé, há dois anos que nos mandam para aqui e é complicado. Lá há sempre pessoas a circular e é muito diferente daqui”, afirma a artesã.
Os artesãos já manifestaram a vontade de regressar à Praça da Sé no inquérito que é distribuído pela organização, a cargo da Câmara Municipal e da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança.
Este ano, a chuva também estragou o negócio aos artesãos. As feiras de Artesanato e das Cantarinhas terminaram anteontem. Durante o passado fim-de-semana, as ruas do centro da cidade encheram-se de gente.