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“Quero lutar pela minha terra”

“Quero lutar pela minha terra”
  • 8 de Setembro de 2015, 10:25

Sente que a estrutura distrital do partido está a apoiá-lo na campanha?
Sim, não há rigorosamente problema nenhum a nível de partido. O processo decorreu com os seus sobressaltos, próprios de quando se pretende alterar e renovar. Mas, de resto, foi aprovada, em comissão política distrital, a composição da lista. O cabeça de lista, que sou eu, já tinha sido aprovado em comissão política nacional, como todos os cabeças de lista do país e, neste momento, vive-se um ambiente que sinto pacífico e motivado. Não há nenhum militante que não deseje a vitória do PS, de forma que todos estão convocados para fazer as suas tarefas de campanha e trabalho junto das populações para ajudar a que o partido socialista saia vitorioso deste acto eleitoral.

Quais as razões para Mota Andrade ter sido, de certa forma, afastado?
Mota Andrade não é afastado, não vai é em primeiro lugar. A nível nacional foi decidido, pela direcção, que é preciso renovar e que nenhum dos cabeças de lista de 2011 iria agora em primeiro lugar. É tudo muito transparente. Este critério foi votado na comissão política nacional, por unanimidade, não houve nenhuma voz contra. Se as pessoas depois entenderam que deveria ter sido de outra forma, as decisões tomam-se assim. O secretário-geral quis fazer a renovação, não só nos cabeças de lista. Renovámos 70 por cento da composição das listas e estamos satisfeitos com isso.

Em relação à governação dos últimos quatro anos, o que teria o PS feito de diferente relativamente ao distrito de Bragança?
Teria feito exactamente o contrário de tudo o que foi feito, porque ainda não encontrei nada que tenha ajudado o distrito de Bragança. Posso falar-lhe em concreto, e começou por ser uma das primeiras grandes acções deste governo, que foi o ataque feroz da retirada do helicóptero do INEM de Macedo de Cavaleiros, que tem um “currículo”, digamos assim, de intervenções, enorme. O Governo decidiu levá-lo para Vila Real. O helicóptero ainda está hoje em Macedo de Cavaleiros por influência dos autarcas, que colocaram uma providência cautelar que venceu em Tribunal Administrativo. Mas preocupa-nos não só a atitude do governo. Os autarcas do PSD estiveram com a providência cautelar, para reter o helicóptero, em Macedo, mas o deputado Adão Silva esteve a favor da retirada do helicóptero. É uma coisa que não podemos esquecer, porque vamos ter eleições e quem vai ser julgado é este governo que tem responsáveis, não só no Governo como os parlamentares que o sustentam.
Isto foi uma medida que nos preocupou bastante e, na área da saúde. houve também o encerramento de valências nos centros de saúde, no que diz respeito aos cuidados primários. De acordo com os técnicos de saúde, se tivermos uma boa rede de cuidados primários, os cuidados curativos deixam de ter tanta gente. Só nos centros de saúde foram retirados 80 enfermeiros deste distrito, os podologistas, os radiologistas, os psicólogos, alguns terapeutas da fala já não estão nos centros de saúde. E para toda a gente que tinha a infelicidade de ter uma doença oncológica e que tinha um transporte que a levava aos centros onde podem fazer as curas de oncologia, o governo cortou o pagamento dessa despesa. As pessoas começaram a ter de viajar por conta própria e muita gente não tem condições para ir daqui ao Porto, ao IPO, e tivemos as câmaras a substituir-se a um problema do Estado.
Houve o caso da redução dos apoios às famílias com filhos deficientes, dos cortes que foram feitos aos reformados e pensionistas, isto é uma agressão a todas as pessoas que tralham e descontaram uma vida inteira. Houve também o ataque à administração pública, que foi martirizada e que parecia o inimigo número um deste governo.
Pode falar-se nos tribunais que foram encerrados, por exemplo, o de Vinhais é novo e está a servir de arquivo do Tribunal de Bragança. Ou se uma determinada acção tiver de ser julgada na Comarca de Bragança e os intervenientes forem de Freixo de Espada à Cinta, não têm transporte público para vir a Bragança.
Também a autoestrada até Bragança, que já deveria estar concluída, e o túnel do Marão parou. O custo dessa paragem pode ser muito maior, em indeminização, do que o custo da obra em si. Tudo isto são agressões que foram feitas ao distrito de Bragança.

Por Olga Telo Cordeiro/Teófilo Vaz

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