“A minha posição e a do governo sobre o helicóptero do INEM alterou-se”
A última legislatura ficou marcada por uma situação muito peculiar no país. Em Junho de 2011, Portugal estava à beira da banca rota. Era um país onde apenas sobravam 300 milhões de euros nos cofres, quando a despesa mensal de pensões e salários ultrapassa os 3 mil milhões de euros, ou seja, tínhamos cerca de um décimo do dinheiro necessário para pagar salários e pensões. Foi necessário reerguer o país durante 4 anos e dar-lhe coragem, confiança, segurança, ânimo. E no final destes 4 anos, as provas estão à vista. O país reergueu-se, a economia está a crescer, assim como o turismo, as exportações e o emprego. A última coisa que o país precisa agora é de presentes envenenados. Deixo aqui um apelo aos nordestinos: cuidado com os presentes envenenados de António Costa. Um presente envenenado é exactamente aquilo que o programa do Partido Socialista nos traz, ou seja, mais do mesmo. É voltar a uma espécie de “Sócrates 2”, um programa requentado, daquilo que foi a razão para chegarmos à banca rota. Espero que no dia 4 de Outubro os nordestinos e os portugueses, em geral, tenham a plena consciência daquilo que foram os sacrifícios para reerguer Portugal e percebam que a forma de o reerguer não é através de promessas vãs e ilusórias mas tem como base um trabalho sério e continuado.
O que destaca em relação ao trabalho que desenvolveu enquanto deputado e Secretário de Estado?
Tenho uma relação profunda e umbilical com o distrito de Bragança. Nasci aqui, casei aqui, tenho uma filha aqui, investi aqui, moro aqui… Profissionalmente também sou professor numa escola de Bragança. Através de várias solicitações ao governo tive sempre a maior diligência perante todos os problemas colocados. Quero sublinhar o meu empenho particular em questões relacionadas com a saúde e a segurança social. A Unidade Local de Saúde do Nordeste foi criada no fim do anterior governo e, nessa altura, tinha défice de 9 milhões de euros. A perspectiva em 2015 é de que tenha um superavit de 350 mil euros. Isto conseguiu-se com um grande empenho, graças a cartas que eu dirigi ao senhor Ministro da Saúde, reuniões com o Ministério da Saúde e uma articulação próxima com o responsável da ULS. Hoje temos melhor capacidade financeira para responder às questões de saúde do nosso distrito. Exemplo disso, é a criação de uma Unidade de Cuidados Paliativos com 18 camas, em Macedo de Cavaleiros. Bati-me muito para que não se voltasse a repetir o que aconteceu em 2011 com os pensionistas. Nessa altura, o orçamento programado pelo PS congelou as pensões, incluindo as pensões mínimas.
Por Olga Telo Cordeiro/Teófilo Vaz