Braço de Ferro entre Bombeiros e ex-presidente de Junta de Izeda por causa de terreno
Os bombeiros, a ex-presidente de Junta de Freguesia de Izeda, Rosa Pires, e o marido, José Pires, estão a protagonizar um braço de ferro, devido à vedação de um terreno. Em causa está a alegada cedência de uma parte da propriedade de José Pires, que confina com a dos bombeiros, em troca de uma vedação, que ficaria a cargo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Izeda.
De acordo com João Lima e Óscar Esménio, que actualmente desempenham as funções de presidente da Associação Humanitária e comandante dos bombeiros e, na altura do alegado acordo desempenhavam as funções de comandante e 2º comandante, respectivamente, ambos os terrenos eram frequentemente invadidos, havendo a necessidade de construir a vedação. Os dois elementos dos Bombeiros de Izeda asseguram que ficou acordado, no Verão de 2013, que a vedação ficaria a cargo dos bombeiros e, em troca, José Pires cedia uma parte da sua propriedade à corporação, de forma a que o muro fosse feito numa linha recta. A vedação terá começado a ser feita mas, já depois das eleições autárquicas, Rosa Morais e o marido terão voltado atrás com a palavra, encetando um braço de ferro com a associação.
Agora, o processo está em tribunal. Óscar Esménio não tem dúvidas que o facto de Rosa Pires ter perdido as eleições autárquicas está na base desta discórdia. “Parece-nos que o principal motivo desta discórdia foi o facto de ela ter perdido as eleições. Quem ganhou as eleições foi o antigo presidente dos Bombeiros, Luís Filipe Fernandes e, talvez não tivessem uma relação muito boa. A partir daí, disseram-nos para retirar a vedação da parte do terreno que era deles. Nós dissemos que, para isso, tinham que assumir os custos e eles não aceitaram”, contou o comandante.
Contactada pelo Jornal Nordeste, Rosa Morais desmente o eventual acordo. “Não houve nenhum acordo, houve uma conversa informal com o senhor João e com o senhor Óscar. O meu marido se quisesse vedar o terreno não precisava deles”, referiu a ex-autarca. Rosa Pires frisa, no entanto, que o que estava acordado era que o seu marido podia estacionar o camião e reboques no terreno dos bombeiros, cedendo, em troca, parte da sua propriedade. Mas a ex-autarca assegura que, assim que perdeu as eleições, o marido ficou proibido de estacionar no terreno dos bombeiros. “Desde que eu deixei de ser presidente de junta isso deixou de ser possível e o acordo era baseado nisso. Em troca do estacionamento era cedido o terreno”, garantiu Rosa Pires.