“É preciso abrir mais mercearias de produtos transmontanos”
Justa Nobre saiu de Vale de Prados, no concelho de Macedo de Cavaleiros com 16 anos. Aos 58 anos, está na lista dos melhores chefs portugueses. Quando começou a chefiar um restaurante em Lisboa, estava longe de imaginar o reconhecimento que ia ter, e que se acentuou após ter participado em alguns programas de televisão, como o caso do Masterchef da RTP, em 2011. Justa Nobre elogia o trabalho que tem sido feito para divulgar os produtos transmontanos na capital e pede que se abram mais mercearias que os disponibilizem.
O que esperava encontrar em Lisboa, quando saiu da sua terra, há mais de 40 anos?
Quando acabei a quarta classe, não via oportunidades de emprego em Vale de Prados e Macedo de Cavaleiros. Fui para Lisboa, fazer companhia a uma menina da minha idade, com problemas de saúde. Por Lá fiquei, casei aos 19 anos e aos 21 anos entrei no ramo de hotelaria.
Como começou a sua carreira na cozinha?
Sempre gostei muito de cozinhar. Saí de Trás-os-Montes com muita vontade de cozinhar e com algum saber que as minha avós, as minhas tias e a minha mãe me transmitiram. Em Lisboa, fui sempre mantendo a minha curiosidade e aprendendo. Aprendi a fazer pratos mais sofisticados, mas gostava sempre de manter a ligação aos pratos transmontanos. Aos 21 anos, o chefe da empresa onde o meu marido trabalhava decidiu abrir o restaurante “Trinta e Três”, na Rua Alexandre Herculano. Como sabia que eu cozinhava muito bem, convidou-me para chefiar o restaurante. Na altura, não foi muito fácil aceitar essa proposta, porque não tinha muita experiência. Ele insistiu, e eu aproveitei e fiz-me à vida. Não tenho nenhum curso, de nenhuma escola, mas tenho a experiência da vida e o gosto pela cozinha.
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Por: Sara Geraldes