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Diga não ao isolamento: conviva, pela sua saúde!

Diga não ao isolamento: conviva, pela sua saúde!
  • 19 de Junho de 2018, 09:52

A qualidade de vida é influenciada por várias dimensões, nomeadamente a psicológica, relacionada com o sentimento de bem-estar e satisfação com a vida; a social, ligada à participação em atividades de caráter social e ao suporte social; a física, relacionada com a autonomia, a funcionalidade e o estado de saúde; e a ambiental, ligada ao acesso a serviços e ao sentimento de segurança.

Neste contexto, o convívio e as relações sociais são fundamentais para a qualidade de vida de todos os indivíduos, ao contrário do isolamento social e da solidão, que afetam negativamente a saúde e o bem-estar.

O isolamento refere-se à falta de contacto social e verifica-se quando há ausência de contacto social ou familiar, de envolvimento na comunidade ou dificuldade no acesso a serviços de que necessita. Pode ocorrer em todas as fases do ciclo da vida, pode afetar homens e mulheres, pessoas empregadas e desempregadas, casadas e solteiras, que residem em meios rurais e urbanos. 

 

Atenção aos fatores

de risco de isolamento

As condições psicológicas e sociais a que as pessoas estão expostas podem aumentar o risco de isolamento social, nomeadamente:

– Situação familiar. As pessoas que não têm filhos, que se reformam, que ficam viúvas ou que estão abandonadas pelos familiares, sobretudo se forem idosos, têm um risco acrescido de isolamento;

– Fraca mobilidade e acessibilidade. A saúde piora e a autonomia diminui à medida que a idade aumenta. A localização e a arquitetura das habitações podem levar ao isolamento físico das pessoas;

– Eventos de vida. Há episódios, muitas vezes súbitos, que desencadeiam isolamento e solidão, como por exemplo o falecimento de um familiar ou amigo, a mudança de casa ou institucionalização, o desemprego ou trabalho a partir de casa;

– Situações de doença mental. A desinformação e desconhecimento geram nas pessoas a imagem e o estereótipo de agressividade e, consequentemente, estigma, distanciamento e medo relativamente às pessoas com este problema de saúde. A depressão, por exemplo, é um fator de risco de isolamento, uma vez que as pessoas deprimidas tendem a passar mais tempo sozinhas ou são estigmatizadas socialmente. Por outro lado, as pessoas isoladas têm um risco maior de vir a sofrer de depressão;

–  Maus tratos. Quem sofre de situações de violência tem risco acrescido de ficar isolado;

– Dependência de substâncias psicoativas;

– Ser cuidador informal permanente. As pessoas que, além da sua profissão, cuidam de alguém que tem uma doença crónica, deficiência ou dependência estão mais expostas a situações de isolamento, fraca saúde física e mental e distanciamento do mercado de trabalho.

O isolamento social pode desencadear o sentimento de solidão, que está relacionado com a ausência de contacto, de sentimento de pertença ou com a sensação de se estar sozinho, podendo interferir com a qualidade de vida.

Em caso de solidão, a pessoa sente que não pode contar com ninguém, que a rede de pessoas de que dispõe não é suficiente face às suas necessidades e, por isso, sente insatisfação.

As pessoas com baixa auto-estima ou que se sentem pouco seguras em algumas situações sociais podem hesitar em estabelecer relações com outras pessoas e, assim, continuam a sentir-se sozinhas.

Quem tem fracas competências sociais, que podem ser pessoas de todas as idades, além de se sentirem mais sozinhas também estão mais vulneráveis ao stresse.

Conviva e relacione-se com outras pessoas

Pela sua saúde e bem-estar e daqueles que lhe são mais próximos, diga não ao isolamento social. Há rotinas e gestos que podem fazer a diferença e aumentar a sua qualidade de vida:

– Faça voluntariado – é uma atividade de reconhecido valor social, que permite o convívio e o relacionamento com outras pessoas; 

– Participe em eventos que o façam sentir-se bem, como jantares com amigos ou festas;

– Convide um amigo, vizinho ou colega para sair e conversar;

– No trabalho procurem manter relações sociais com os colegas;

– Faça atividade física – caminhe e conviva ao ar livre;

– Aceite ajuda e ajude quem pede – a ajuda mútua fortalece relações;

– Se perceber que não vê uma pessoa há muito tempo, bata-lhe à porta e diga-lhe que faz falta.

Cuidar da sua saúde e bem-estar está nas suas mãos. Se precisar de ajuda, recorra ao seu médico de família ou ligue para o centro de contacto do SNS: 808 24 24 24.

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