“Há aldeias que não passa lá ninguém a não ser o padeiro”
O silêncio de uma aldeia do Nordeste Transmontano quase deserta, em pleno Inverno, é interrompido por uma buzina que ecoa e se faz ouvir mesmo a quem está dentro de casa. Acabou de chegar o padeiro a Castrelos, Bragança. Contam-se pelos dedos das mãos as pessoas que saem à rua para ir comprar o pão. Nenhuma devia ter menos de 60 ou 65 anos e trazem vestido uma bata característica, vermelha ou azul escura com padrão aos quadrados. Nos ombros, um casaco de malha, porque as temperaturas estavam bem perto do zero graus.