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Miranda do Douro vai acolher Centro de Estudos do Centralismo

Miranda do Douro vai acolher Centro de Estudos do Centralismo
  • 22 de Fevereiro de 2022, 16:37

Miranda do Douro vai ter um Centro de Estudos do Centralismo. A ideia partiu de Miguel Cadilhe, antigo Ministro das Finanças. O objectivo é estudar a questão do desenvolvimento regional e da divisão do território, criando um centro de recursos bibliográficos sobre tema associados ao centralismo e ao desenvolvimento, que reúne obras e documentação doadas por várias pessoas.

No futuro, deverá ainda criar bolsas de estudo para que estes temas sejam investigados. “Vai ser um centro onde vamos aglutinar obras vocacionadas apenas para a temática do centralismo e vai acolher obras doadas por várias pessoas, tudo isto começou com a doação do espólio que Miguel Cadilhe tinha sobre esta temática, que já fomos recolher e que temos no arquivo municipal. Estas personalidades que estão associadas ao centro de estudos são pessoas de renome, antigos políticos, antigos autarcas, pessoas ligadas à CAP, à indústria. E vai ser algo que acho que vai ter um impacto muito positivo”, afirma Helena Barril, presidente da câmara de Miranda do Douro.

Para já é aí que está estabelecido o centro de estudos, numa sala do edifício, mas a autarca afirma que “está a ficar pequeno com as várias doações”, por isso, sublinha que mais tarde o município “vai pensar num edifício próprio e só para este centro”.

O presidente da direcção será Sebastião Feyo de Azevedo, ex-reitor da Universidade do Porto, e vai incluir outras personalidades, como os ex-ministros Luís Valente de Oliveira e João Cravinho.

A ideia é um pouco desafiadora, já que surge numa das cidades mais distantes de Lisboa.

“Isto é antagónico, trazer para um território tão longínquo da capital de Portugal este Centro de Estudos do Centralismo é criar aquela antítese que é preciso criar, para chamar a atenção que aqui, neste cantinho somos Portugal, estamos atentos ao que se passa”, sublinhou a autarca.

“A ideia é criar aqui uma biblioteca com materiais que não existem em mais lado nenhum e que as pessoas sintam necessidade de vir a Miranda para aceder a esse material. Porquê Miranda? Até uma provocação, porque nós achamos que somos vítimas do centralismo”, referiu Óscar Afonso, presidente da Assembleia Municipal de Miranda do Douro.

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