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Projecto de ampliação do regadio em Alfândega da Fé tem verbas garantidas no novo quadro comunitário

Projecto de ampliação do regadio em Alfândega da Fé tem verbas garantidas no novo quadro comunitário
  • 15 de Junho de 2016, 14:19

O projecto de implementação da 2ª fase do regadio de Alfândega da Fé tem luz verde para avançar com verbas do novo quadro comunitário de apoio. A garantia foi deixada por Pedro Ribeiro, adjunto do Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, na abertura oficial da Festa da Cereja de Alfândega da Fé, na passada sexta-feira. “Esta região tem um projecto de regadio da Barragem da Camba, que eu julgo que está bem posicionado e que, em breve, será decidido. Esperemos que, até ao final do ano possam ser lançadas as obras de requalificação, o que permitirá aumentar substancialmente a produtividade do regadio desta zona”, frisou Pedro Ribeiro.

O representante do ministro da agricultura referiu ainda que o governo está a analisar as candidaturas dos jovens agricultores, que se acumularam, sobretudo na região Norte. O objectivo é aprovar o maior número de candidaturas possível.

Medidas que resultam da reprogramação do PDR 2020 que o governo está a levar a cabo e que pretende beneficiar, sobretudo, pequenos agricultores e jovens agricultores. A ampliação da área de regadio de Alfândega da Fé e do Alqueva é outro dos objectivos do Ministério da Agricultura. No caso de Alfândega da Fé, o objectivo é construir uma barragem no planalto de Vilarchão e Parada e a reabilitação da barragem de Vale do Camba. Obras que rondam os 4 milhões de euros e cujo regadio deve abranger 800 hectares de terrenos agrícolas. A primeira fase de reabilitação do regadio de Alfândega da Fé, inaugurada no Verão passado, serviu para requalificar o perímetro de rega da Barragem da Estevaínha, que beneficia cerca de 600 hectares de terrenos.

O presidente da Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé, Eduardo Tavares, explica que a requalificação do sistema de regadio tem permitido a expansão da área de cerejal e amendoal, acrescentando que “o processo de arrendamento de terras para jovens plantarem cerejeira, foi um êxito”, já que “os 25 hectares de terras disponíveis foram entregues a quatro jovens agricultores, que já iniciaram os seus investimentos”.

Já a presidente do Município de Alfândega da Fé, Berta Nunes, ainda que satisfeita com a garantia da beneficiação do regadio, aproveitou a presença de representantes institucionais e governamentais, para deixar algumas críticas em relação à distribuição dos fundos comunitários. “Alfandega da Fé teve dois milhões e meio de euros, no quadro comunitário anterior e, neste quadro, só teria 800 mil, quando temos ainda toda uma zona antiga para reabilitar e temos necessidade de o fazer. É uma necessidade, até para apostarmos no turismo”, sublinhou a autarca.

Na cerimónia de abertura oficial de abertura da Festa da Cereja de Alfândega da Fé marcaram presença, além do adjunto do Ministro da Agricultura, o director regional de Cultura do Norte, António Ponte, a presidente da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, Helena Freitas e a deputada do PS, eleita pela distrito de Bragança, Júlia Rodrigues, que se juntaram a representantes de alguns municípios e instituições do distrito de Bragança.

 

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