Juntas de freguesias que recebem CTT descontentes com valor pago
As juntas de freguesia que acolhem o serviço dos correios queixam-se de receber valores baixos por parte dos CTT. Segundo o Jornal NORDESTE conseguiu apurar, no distrito, em alguns casos, os organismos administrativos autárquicos estarão a receber cerca de metade do valor que havia sido inicialmente estabelecido no contrato com a empresa que acabou de ser privatizada em Setembro do ano passado.
Em determinadas situações, o valor praticamente não ultrapassa o montante fixo protocolado, que é de cerca de 300 euros. A partir daí, a cada balcão é atribuído um montante variável que está indexado à actividade e serviços prestados.
O valor é considerado baixo pela grande maioria dos presidentes de junta contactados, que admitem ter aceitado a redução do valor pago, nas negociações que foram acontecendo ao longo dos últimos anos, por ser a única forma de garantir que o serviço continua a ser prestado às populações nas respectivas localidades.
Resistir até ao ultimato
A freguesia de Izeda foi a última no distrito a receber o balcão de atendimento na sede da junta. O executivo esclarece que resistiu à mudança, porque não queria que a vila, no concelho de Bragança, perdesse o serviço, até ter acabado por receber um ultimato da empresa.
“Estávamos a ser pressionados, há cerca de um ano, pelos CTT, para o posto passar para a junta. Resistimos, mas no mês de Maio foi-nos dito que se não aceitássemos, a empresa iria procurar um privado para instalar o serviço”, salienta Luís Filipe Fernandes, o presidente da União de Freguesias de Izeda, Calvelhe e Paradinha Nova, que acabou por ceder e instalar em Julho o balcão com o serviço postal na sede autárquica.
Por Olga Telo Cordeiro