Alfândega da Fé avança para a certificação da cereja
Já está em fase de conclusão o processo de certificação da cereja de Alfândega da Fé.
A garantia foi deixada pelo presidente da Cooperativa Agrícola, Eduardo Tavares durante a apresentação da festa que promove este produto e que se realiza de 5 a 7 de Junho. “Queremos continuar a apostar na qualidade e na distinção da cereja de Alfândega da Fé. O processo de certificação está em fase de conclusão, brevemente vamos ter novidades”, garante o responsável.
Eduardo Tavares considera que a certificação da cereja “é uma forma de valorizar o produto”.
No próximo ano, a cereja de Alfândega da Fé já deverá ser comercializada com o selo de qualidade. O Município e a Cooperativa Agrícola já avançaram com o processo de qualificação com Denominação de Origem Protegida.
A cereja é o produto de excelência de Alfândega tendo um impacto de cerca de meio milhão de euros na economia do concelho. No entanto, a produção tem entrado em declínio. De acordo com o também vice-presidente da Câmara Municipal de Alfândega da Fé, “no passado, o concelho já produziu cerca de 500 toneladas de cereja por ano e hoje ronda as 100”.
Contrariar declínio com cedência de terrenos
A Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé vai, por isso, disponibilizar 20 hectares de terrenos para a plantação de cerejais, na tentativa de contrariar essa diminuição.
Eduardo Tavares presidente da cooperativa espera que desta forma os jovens agricultores revitalizem a produção de cereja. “Esta cultura tem vindo a entrar em declínio nos últimos anos. Entendemos que é importante chamar mais gente para a cultura da cereja, termos jovens dinâmicos, com novas ideias, com outra disponibilidade para esta cultura, uma vez que é uma cultura exigente. A cereja terá de ser comercializar com a nossa marca “Terras de Alfândega”, salienta o responsável.
Os 20 hectares da propriedade da cooperativa vão ser divididos em parcelas pequenas de forma a reduzir custos com mão-de-obra. O concurso para obtenção de terrenos para os próximos 20 anos deverá abrir durante o mês de Junho e terá um prazo de 45 dias para as pessoas apresentarem a sua proposta. “A nossa expectativa é com isso aumentar as produções, trazer mais qualidade à nossa cereja e lançar novamente esta cultura numa importância económica que já teve”, esclarece. A sensibilidade em termos climatéricos, a falta de apoios à comercialização e técnicos são as principais contrariedades que os produtores enfrentam.