Colectânea de António Cachola em Bragança
Uma das mais importantes colecções privadas de arte portuguesas pode ser vista no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança. Trata-se de parte da colectânea de António Cachola, que reúne, desde a década de 90, peças de artistas portugueses. Em Bragança, podem ser vistas obras de 30 autores contemporâneos. A variedade de expressões visuais é uma das notas dominantes da exposição inaugurada este sábado e que estará patente até 6 de Setembro. “São artistas com uma grande diversidade de linguagens. É uma exposição particularmente complexa, não só pela dimensão de algumas obras, mas também porque algumas pedem a interacção do visitante, como a obra do Rui Toscano, que é preciso calcar num pedal para ter a sua leitura, ou a da Joana Vasconcelos, que pede também interacção”, destaca Jorge da Costa, comissário da mostra.
As peças saíram pela terceira vez do Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE), onde se encontra a colecção composta por 400 obras. Na inauguração da exposição, o presidente da câmara municipal de Bragança, Hernâni Dias defendeu que as cidades do interior devem apostar na diferenciação cultural pela qualidade.
“Conseguimos ter mais gente a visitar-nos por causa da cultura. E esta parceria com o CAC e o MACE, é uma parceria interessante por serem duas entidades localizadas no interior, que mostram que aí se faz com tanta ou mais qualidade que no litoral”, sublinha o autarca.
Integrando fotografia, pintura, escultura, vídeo, desenho e instalação de 30 jovens artistas, a Coleção Cachola é reveladora da pluralidade de trajetórias e opções plásticas, presentes na arte contemporânea.