Jogos tradicionais aproximam gerações
Os jogos tradicionais foram em tempos o divertimento da juventude do Nordeste Transmontano. Hoje foram substituídos pelas tecnologias que são uma verdadeira tentação para os jovens. No concelho de Bragança, esta realidade foi quebrada no Dia do Trabalhador, com a partilha de experiências em torno dos jogos tradicionais.
Fito, raiola, pião, corda ou paus são alguns dos jogos tradicionais característicos da região. Os participantes são de todas as idades, mas cabe aos mais velhos partilhar as regras dos jogos que marcaram a sua mocidade.
“O jogo da raiola a gente atira, se raiar, ou seja se a pedra ficar ao meio ganha logo cinco pontos se não ficar tenta-se fazer pela que ficar mais próxima”, explica Fernando Ferreira, oriundo de Samil.
José da Cruz, de Paredes, na freguesia de Prada, conta que com o pião fazem-se vários jogos. “ Uns chamavam-lhe o deita fora, outros o calvário, é à ferroada, o que mais ferroadas der no adversário é que poderá considerar-se vencedor”, acrescenta.
O fito exige mais força de braços. “ Joga-se pegar na pedra, põe-se o vinte e há que lhe dar, tombá-lo, e cada vez que se tomba vale seis tentos e ficando em pé no vale dois. Temos que jogar dois jogos ou três, se jogarmos cada um seu temos que ir ao último e quem ganhar é campeão”, atira Domingos Veiga, de 71 anos.
E são precisamente as pessoas com mais idade que vibram quando recordam os divertimentos de antigamente.
“Antigamente era uma alegria. No meu bairro éramos 30 moças e era o nosso divertimento. Jogávamos a macaca, o jogo da raposa, o dos potes, o da galinha”, recorda Anilda Lino, de 80 anos.