Figura do Abade Baçal deve ser divulgada em todo o País
É necessário dar a conhecer a figura do Abade Baçal em todo o país. Esta foi a ideia defendida pelo director regional de Cultura do Norte, António Ponte, durante as comemorações dos 150 anos do nascimento do abade e dos 100 anos do Museu Abade Baçal, na passada quinta-feira.
“Precisamos de ter um papel de maior apresentação da obra às novas gerações. Penso que esse é também o nosso papel, trazer novamente à ribalta o Abade Baçal. Se conseguirmos fazer com que algumas destas exposições, ultrapassem os limites deste museu e possam itenerar por outros sítios, também poderemos passar esta mensagem muito mais facilmente. Esta é uma nova estratégia que, se calhar, temos de lançar”, considera o responsável.
A directora do museu, confessa que estas comemorações pretendem passar a imagem de que o Abade Baçal fez muito pela sua terra. “Uma imagem de alguém que amou muito esta terra, que lutou muito para a afirmar, não só na perspectiva histórica, mas sobretudo para criar futuro”, realça Ana Maria Afonso.
A abertura das comemorações, que se vão prolongar ao longo do ano, ficou ainda marcada pela apresentação de um vinho produzido pela Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros e engarrafado especialmente para esta ocasião, numa edição limitada. “Foram engarrafadas 200 garrafas propositadamente para o Museu Abade de Baçal e só o museu as poderá comercializar”, explica o provedor da santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros, Alfredo Castanheira Pinto.
Além de conferências, exposições, e apresentações de livros de vários autores transmontanos, foram também apresentados cd’s com registos sonoros recolhidos pelo cónego Belarmino Afonso e um postal dos CTT alusivo aos 150 anos do nascimento do Abade de Baçal e aos 100 anos do Museu.