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Faltam médicos em Alfândega da Fé

Faltam médicos em Alfândega da Fé
  • 27 de Março de 2015, 00:12

O bastonário da Ordem dos Médicos disse em Alfândega da Fé, na passada quinta-feira, que não bastam as medidas de incentivo anunciadas recentemente pelo governo mas é necessário investir nestas zonas do país. O governo anunciou um incentivo de mil euros para os médicos que queiram trabalhar no interior, entre outros benefícios. Mas José Manuel Silva afirma que, enquanto não forem criadas condições atractivas para a população em geral, os médicos vão continuar a preferir emigrar do que deslocar-se para o interior. “Não se pode dizer que os médicos não se querem deslocalizar porque os médicos estão a deslocalizar-se para vários países da Europa. Também viriam para o interior do país se fosse suficientemente atractivo para isso. Nós temos médicos. Só no ano passado emigraram 387 médicos”, constata o responsável.
O bastonário frisa que é necessário acabar com a política de encerramento de serviços para evitar a desertificação destas zonas e atrair não só médicos mas também profissionais de outras áreas.“Temos assistido a um ciclo vicioso de desertificação do interior do país, com encerramento de escolas, tribunais e outros serviços. Tudo isto desincentiva as pessoas a fixarem-se nestas zonas. É preciso cortar esse ciclo vicioso, não fechando mais nada no interior do país e investindo nessas zonas, tendo também que haver medidas de favorecimento para as populações que vivem no interior”, sublinha José Manuel Silva.

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