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Mulheres de Baçal ainda cultivam e transformam o linho

Mulheres de Baçal ainda cultivam e transformam o linho
  • 13 de Março de 2015, 00:56

No Dia Internacional da Mulher foram recriadas em Bragança as tarefas ligadas ao ciclo do linho, desempenhadas maioritariamente por mulheres. O Teatro Municipal da capital de distrito acolheu um grupo de habitantes da aldeia de Baçal, no concelho de Bragança, que recriou a maioria das etapas ligadas à produção do linho.
Era ao rio Sabor que as mulheres de Baçal iam levar o linho. Colocavam-lhe pedras em cima para que a corrente não o levasse. Depois de mais de uma semana no rio, iam-no buscar com carros de bois. Esta é apenas uma etapa do ciclo que ainda tem seguidores nesta aldeia.
Olga Mariz, de 62 anos, é uma das poucas habitantes de Baçal que ainda cultiva o linho. Aprendeu em criança com a mãe. Um trabalho que vai desde a sementeira ao momento em que se tira da água e se procedem às etapas seguintes, até estar pronto a ir para o tear. “Primeiro é preciso preparar a terra bem preparada, depois abrir os sulcos e deitar as sementes. Para ver se o linho está bem semeado, molha-se um dedo e põe-se no chão. Se o dedo apanhar sete sementes, é porque está bem semeado. Depois tem que se calcar e regar a miúdo. A seguir tem que se mondar, para tirar as ervas daninhas. Quando ele estiver crescido, arranca-se e põe-se em cima de uma lona, para as sementes caírem. Ata-se em molhinhos que se chamam “maçadeiros”. Depois sai do rio, é escanchado e poe-se a secar na lameira do rio”, descreve a habitante de Baçal.

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