Passos Coelho apelou ao investimento em Mirandela
O primeiro-ministro defendeu a necessidade “de ter quem consiga empreender nestes territórios”, como forma de preservar o equilíbrio e a coesão territorial.
O governante referiu que “a capacidade de arriscar e empreender” deve ser estimulada de “forma o mais articulada possível entre os municípios que têm problemas próximos, através de Comunidades Intermunicipais, que possam desenhar estratégias comuns, que valorizem os seus produtos regionais e recursos endógenos”. Deu como exemplo o caso da alheira de Mirandela, que representa um volume de negócios de 30 milhões de euros, e apelou aos agentes locais “que saibam, com oportunidades de aceder a financiamento mais adequadas, arriscar e ir mais longe”.
No mesmo sentido, o presidente da Câmara Municipal de Mirandela, António Branco, afirmou que é necessário definir “uma estratégia de desenvolvimento para os territórios de baixa densidade”, mas considera que “as rivalidades do passado têm que desaparecer na região”.
O autarca defende como estratégias “a união em torno de objectivos comuns, a identificação de projectos concretos e o aproveitamento dos fundos comunitários”.