Alunos de Vinhais protestam contra o frio
Cartazes, palavras de ordem e cobertores. Foi desta forma que os alunos da escola básica e secundária D. Afonso III mostraram, na passada sexta-feira, o seu descontentamento por causa do frio que se faz sentir nas aulas. Pais e alunos impediram a entrada no edifício e protestaram contra as condições nas salas e pavilhões. O frio é a principal queixa numa escola com 30 anos e que nunca recebeu obras de fundo e onde, de acordo com os alunos, também chove.
O presidente da associação de estudantes, Eurico Baía, afirma que esta foi a forma encontrada para “manifestar o desagrado em relação às condições da escola”. “Na sala é impossível termos aulas produtivas, temos de levar mantas, luvas, cachecóis”. Nós pedimos aquecimento e isolamento, queremos que as condições sejam mudadas e que tenhamos as condições que todos os alunos merecem”, explica o representante dos estudantes.
Os pais entendem que os jovens não devem estudar numa situação que consideram de desigualdade e exigem que sejam feitas reparações no edifício. “Nós pagamos impostos e estamos cheios disto, fartíssimos, temos de ter no mínimo qualidade de vida”, afirma, indignada, Ana Gomes, uma das mães que marcou presença no protesto.
“Têm uma sala que até lhe chamam a salgadeira, ora imagine, onde se podem curar presuntos”, afirma Filomena Chorense.
Os pais estão também a promover um abaixo-assinado. Sandrina Morais, uma encarregada de educação, explica que o documento vai ser enviado para o Ministério da Educação “para terem noção que não vamos parar enquanto a situação não for resolvida”. “As nossas crianças não estão a ter a mesma igualdade que os outros meninos”, acusa a encarregada de educação.