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Esproarte com estabilidade assegurada

Esproarte com estabilidade assegurada
  • 28 de Janeiro de 2015, 10:07

Os atrasos nas transferências de verbas mantêm-se, mas a situação da Esproarte – Escola Profissional de Arte de Mirandela, está estabilizada. A garantia é de António Branco, presidente da direcção desta escola e também do Município de Mirandela.
O cenário de salários em atraso a funcionários e professores, que em outros tempos afectou a instituição, já não se verifica. António Branco salienta que só é possível ter a situação regularizada, nesta altura, devido ao fundo de maneio criado entre a Câmara Municipal e a Artmir – Associação Ensino Profissional Artístico.
“Neste momento, todos os pagamentos estão em dia. Fizemos contrato com todos os professores, a longo prazo e não anuais, e passámos a ter um quadro de escola, que não tínhamos. Neste momento temos uma escola estabilizada”, adianta o responsável.
O presidente da direcção da escola recorda que a Esproarte convive há vários anos com atrasos de financiamento do Programa Operacional de Potencial Humano, do qual depende para garantir o seu funcionamento e que a escola pública de ensino artístico tem vindo a ultrapassar a situação com recurso “a meios próprios”. “A Esproarte vive com esse problema há longos anos. O fecho da candidatura de 2013/2014 só foi feito agora em 2015, isso dá ideia do atraso”, explica António Branco.
Para evitar os efeitos dos atrasos de transferências, a Câmara Municipal de Mirandela e a Artmir, viram-se obrigadas a realizar um planeamento financeiro, que permite dispor das verbas necessárias para a escola manter o regular funcionamento.
A Esproarte, que tem um orçamento anual de 2 milhões de euros, é uma das cinco escolas profissionais de ensino artístico e de música em Portugal, que recebem financiamento do programa de apoio europeu.

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