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Seja responsável no uso de antibióticos!

Seja responsável no uso de antibióticos!
  • 21 de Novembro de 2014, 09:54

Resistências dos antibióticos

Os antibióticos tratam as infeções pela morte das bactérias, mas agora as bactérias estão a oferecer resistência. Os nossos antibióticos estão a ficar menos eficazes, o que significa que existem mais pessoas a morrerem e a sofrerem complicações destas infeções nos hospitais. Temos de controlar e abrandar este problema antes que se torne pior.
A resistência aos antibióticos surge quando as bactérias se modificam de alguma forma, reduzindo a eficácia do medicamento. Algumas das bactérias podem sobreviver e continuam a multiplicar-se, fruto de pressão seletiva causada pela exposição ao antibiótico, causando mais malefícios. Outra forma é que as bactérias que foram já suscetíveis ao antibiótico podem adquirir resistência através de mutação no seu material genético ou por aquisição de DNA que lhes confere resistência ao antibiótico.
Existem muitas razões para os antibióticos estarem a perder a sua eficácia, mas existem dois principais. Em primeiro lugar, tomamos antibióticos quando não estão indicados. Os antibióticos não ajudam a tratar a maioria das infeções virais como tosses ou gripes, mas mesmo assim ainda pedimos antibiótico para as tratar. Em segundo lugar, fazemos ainda pior quando não tomamos os antibióticos da forma que foi prescrita, ou nos esquecemos de doses, ou não fazemos a duração do tratamento prescrito. Nunca devemos guardar o antibiótico para o futuro ou dá-los a outra pessoa.

Números

25 mil – número de doentes que morrem todos os anos na Europa de infeções resistentes aos antibióticos
40% – aumento de prescrição de antibióticos para tosse e gripes de 1999-2011
30 anos – período de tempo desde que foi introduzida no mercado uma nova classe de antibióticos
10% – apenas 10% das dores de garganta e 20% das sinusites agudas beneficiam de tratamento com antibióticos apesar da percentagem de prescrição ser muito superior
€ 1.5 biliões – custo anual europeu de despesas associadas a cuidados de saúde e de perda de produtividade associada à resistência das bactérias aos antibióticos

O mundo sem antibióticos

No mundo sem antibióticos, tão recente quanto 1930, as pessoas morriam frequentemente de infeções como pneumonia ou meningite. Procedimentos/operações simples eram arriscadas por causa do risco de infeção associado. Os antibióticos vieram modificar isto!
Desde 1940 os antibióticos possibilitaram o combate às infeções, permitindo salvar milhões de vidas. Mas eles estão a ficar ineficazes no combate de infeções, porque não estamos a utilizá-los devidamente.
Se as bactérias ficarem “resistentes” aos nossos antibióticos, muitos tratamentos que se fazem de forma rotineira passarão a ser perigosos, tais como o tratamento de um osso partido, operações simples e até tratamento de quimioterapia, que assentam no fácil acesso a antibióticos e na sua eficácia. A resistência aos antibióticos é uma das grandes ameaças que estamos neste momento a enfrentar.

(Ler artigo na íntegra na versão impressa do Jornal Nordeste)

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