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Escolas têm pouca autonomia ao nível da gestão

Escolas têm pouca autonomia ao nível da gestão
  • 24 de Outubro de 2014, 08:39

Serafim João defende, ainda, que é vantajosa para os alunos a concentração de todos os níveis de ensino em Vimioso, que têm melhores condições e maiores facilidades ao nível da aprendizagem num agrupamento que conta actualmente com um total de 265 estudantes.

Jornal Nordeste (JN) – No Agrupamento de Escolas de Vimioso também houve atrasos na colocação de professores? E em termos de assistentes operacionais qual é o ponto da situação?

Serafim João (SJ) – As colocações de professores neste ano letivo decorreram dentro da normalidade no nosso Agrupamento. Neste momento, falta-nos apenas colocar o professor de Educação Moral Religiosa e Católica e de Tecnologias da Informação e Comunicação. Os concursos estão a decorrer e tudo leva a crer que até ao final do mês que tudo estará resolvido.
Em termos de assistentes técnicos e operacionais cumprimos o rácio, embora tenhamos alguns constrangimentos no que respeita aos serviços administrativos, porque há um ou outro funcionário que não está ao serviço. Temos superado algumas dificuldades que vão surgindo com o apoio da autarquia local.

JN- Qual foi a mudança mais significativa que protagonizou desde que assume a presidência deste agrupamento?

SJ – Assumi as funções de director há cinco anos e a mudança mais emblemática prende-se com a melhoria das instalações. Recebi este Agrupamento em muito más condições, chovia nas salas de aula e noutros locais da escola. Com o nosso esforço e com o empenho e persistência da Câmara Municipal de Vimioso conseguiu-se sensibilizar os nossos governantes para a necessidade de proceder à requalificação da Escola EB2/3 de Vimioso com um investimento de cerca de 800 mil euros.
Este esforço de vários intervenientes tornou-se realidade há cerca de dois anos, criando-se as condições necessárias para todos os nossos alunos e toda a comunidade escolar. Esta foi sem dúvida a mudança mais significativa.

JN – Ao nível da gestão. Quais são os principais constrangimentos para gerir todos os níveis de ensino agora que estão integrados no mesmo agrupamento?

SJ – Sentimos alguns constrangimentos no início das nossas funções, que foram sendo atenuados com muita paciência, dedicação, tolerância e com as parcerias celebradas com as várias instituições, que têm contribuído para atenuar os constrangimentos que vão surgindo na gestão no âmbito da Educação, que é uma área que em nosso entender é muito burocrática e com muito pouca autonomia para as escolas.

(Ler artigo na íntegra na versão impressa do Jornal Nordeste)

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