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Auto-estrada dificulta a vida à população de Quintela

Auto-estrada dificulta a vida à população de Quintela
  • 1 de Outubro de 2014, 15:10

A população de Quintela de Lampaças, no concelho de Bragança, reclama à Autoestradas XXI que resolva os problemas que estão a ocorrer na freguesia, desde que a auto-estrada foi construída. Em causa estão caminhos que estavam previstos e não foram feitos, outros que foram feitos mas não têm saída ou sem as dimensões apropriadas e ainda as linhas de água que atravessam a freguesia e que não estão a ser devidamente canalizadas.
O presidente da Junta de Freguesia de Quintela de Lampaças, Miguel Pinto, diz que são várias as situações que têm sido alvo de reclamação junto da Autoestradas XXI e da Estradas de Portugal, chegando mesmo a haver casas inundadas. “No caminho da lagoa, que junta muita água, chegam a inundar-se casas. Há outras situações como é o caso de um caminho apertado, que dá acesso a uma corriça, em que não consegue ir lá um camião descarregar palha e, por exemplo, em Bragada há um caminho paralelo à auto-estrada que ficou sem saída. Por causa de cem metros de caminho, as pessoas têm que percorrer quatro quilómetros para ir para as propriedades”, conta o autarca de Quintela de Lampaças, à qual pertencem também as aldeias de Veigas e Bragada.
Um dos agricultores lesados é José Exposto, que reclama o acesso a um caminho rural em Veigas. Em causa está a destruição do caminho rural existente há décadas com as obras da Auto-estrada Transmontana e que passava junto ao terreno deste agricultor, permitindo deslocar-se de Quintela para o terreno, com ligação para a aldeia de Veigas.
O caminho antigo deu lugar a um monte de terra que sobe até à auto-estrada. A meio do monte, o projecto previa um novo acesso, que serviria como alternativa. O caminho foi feito, mas o acesso a partir do terreno não saiu do papel. O agricultor é obrigado a deslocar-se por outro caminho, em más condições e de difícil acesso, na parte superior do terreno. Uma situação que considera inaceitável. “No local disseram-nos que faziam a linha de água e que o acesso ao caminho público era feito. A linha de água não tem as dimensões suficientes e caminho não está feito. È um acesso público que não pode deixar de ser feito”, considera José Exposto.
Contactámos a Autoestradas XXI, mas até ao momento não foi possível obter uma reacção da concessionária da Auto-estrada Transmontana.

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