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Oncologistas de Vila Real tratam doentes em Bragança

Oncologistas de Vila Real tratam doentes em Bragança
  • 10 de Setembro de 2014, 10:35

Oncologistas do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) vão deslocar-se a Macedo de Cavaleiros para dar consultas aos utentes do distrito de Bragança. Esta parceria com o Hospital de Vila Real foi a solução encontrada pela Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste para evitar a deslocação dos doentes do distrito, depois da saída da única Oncologista do quadro da ULS do Nordeste.
O presidente do conselho de administração do CHTMAD, Carlos Cadavez, garante que Vila Real tem especialistas suficientes para se deslocarem a Macedo de Cavaleiros e que o funcionamento das consultas depende do número de utentes inscritos.
“Pelo menos nesta área nós conseguimos dar resposta, vai ser o tempo necessário para todos os doentes serem tratados no Nordeste com conforto e com qualidade sem precisar de se deslocarem. Além disso também o nosso Centro será o apoio para os doentes que precisem de internamento, como já acontece”, explica o responsável.
Para o presidente da ULS do Nordeste, António Marçôa, esta parceria traz vantagens para os utentes pela proximidade do atendimento e sublinha que também há um trabalho integrado que melhora a prestação de cuidados de Saúde.
“Mesmo que nós tenhamos um médico oncologista passamos a trabalhar integrado num serviço pleno a nível oncológico. Antes tínhamos dificuldades de algum isolamento da médica, que sentia a necessidade de trabalhar multidisciplinarmente, de formação e de trabalhar com colegas de oncologia, e isto fica assegurado a partir de agora”, realça António Marçôa.
Durante o ano passado, a ULS do Nordeste acompanhou em consulta 514 utentes oncológicos e registou 2.687 consultas nesta área. Depois da saída da médica oncologista do quadro, em Julho passado, a ULS passou a ter apenas um especialista em regime de prestação de serviços, que vai manter, mas não consegue atender todos os doentes do distrito de Bragança.
Carlos Cadavez e António Marçôa garantem, ainda, que tratar os doentes oncológicos mais próximo de casa também fica mais barato ao Serviço Nacional de Saúde. No último ano e meio a ULS do Nordeste gastou cerca de 220 mil euros com o transporte de doentes, a maioria para tratamentos oncológicos.

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