ULS do Nordeste voltou atrás na decisão de retirar esta valência ao Serviço de Urgência Básica
A Urgência de Macedo de Cavaleiros vai voltar a ter o apoio da Medicina Interna a partir do início de Agosto.
Recorde-se que esta valência foi retirada no início deste mês pela administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, que agora recua na decisão.
O presidente da autarquia, Duarte Moreno, adianta que depois de várias iniciativas para contestar esta medida, entre elas a aprovação de uma moção pelo executivo municipal, a ULS do Nordeste reconheceu que o estava em causa era um acto de má gestão.
“Depois de alguma insistência da nossa parte, o presidente da ULS tentou perceber o que estava em causa e verificou que de facto seria um acto de má gestão se não pusesse a especialidade de Medicina Interna a dar apoio à Urgência de Macedo de Cavaleiros”, assegura o autarca.
Duarte Moreno assegura que voltar a colocar a Medicina Interna ao serviço da Urgência de Macedo é uma decisão que satisfaz os interesses das populações.
“A decisão que estava tomada via-a com muito erro, até porque havia custos enormes para a ULS. A decisão revertida, digamos assim, é uma boa decisão, é um bom acto de gestão. Além disso, ficam melhor servidas as populações e com mais segurança. De facto não se compreendia tendo médicos de Medicina Interna mesmo ao lado, que estes não pudessem dar apoio à Urgência”, defende Duarte Moreno.
ULS ultrapassa falta de recursos humanos
Esta valência vai ser retomada no início de Agosto, durante o período de suspensão os utentes são transferidos para as urgências Médico-Cirúrgicas de Bragança ou Mirandela.
Entretanto, a ULS do Nordeste também já manifestou a sua satisfação por encontrar uma solução para restabelecer este serviço às populações, que garante só ter sido possível devido à “disponibilidade manifestada pelos profissionais do serviço de Medicina Interna do Hospital de Macedo de Cavaleiros para garantir esse apoio, mesmo em período habitual de férias”.
Em comunicado, a ULS esclarece, ainda, que “não se tratou de um alegado mau aconselhamento do conselho de administração, tal como foi referido pela Câmara Municipal de Macedo, mas sim de uma adversidade ao nível da disponibilidade de recursos humanos que se vê agora ultrapassada”.