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Pouca adesão ao protesto contra as portagens

Pouca adesão ao protesto contra as portagens
  • 1 de Julho de 2014, 10:29

Sara Geraldes
A adesão ao protesto contra a introdução de portagens na Auto-estrada Transmontana, organizada pela Comissão de Utentes da A4, ao final da tarde da passada sexta-feira, ficou aquém das expectativas.
A iniciativa apanhou de surpresa a maioria daqueles passavam a pé ou de carro no local escolhido para o protesto, a rotunda junto ao recinto da Feira de S. Pedro, em Macedo de Cavaleiros.
Quem por lá passou afirma que devem ser poucos aqueles que não estão contra as portagens na A4, justificando a fraca adesão com a falta de divulgação da iniciativa. “Ninguém aceita de bom grado esta atitude do Governo, simplesmente acho que houve pouca divulgação”, disse António Rocha.
Outra manifestante, Laurinda Eira Velha, acrescenta que houve pouca divulgação. “Deviam ter afixado cartazes para as pessoas estarem informadas, porque não sabendo também não podem juntar-se”, disse a participante.

Autarcas ausentes

No local estiveram reunidos pouco mais de uma dezena de manifestantes.
Já os automobilistas que por ali passaram, muitos deles no regresso a casa, foram abordados pela organização que distribuiu panfletos sobre os motivos do protesto e pediu aos condutores que buzinassem contra as portagens.
O protesto pretendia reunir autarcas, empresários e outras forças vivas da região. O certo é que destes, apenas alguns empresários compareceram. Pedro Moz, da Comissão de Utentes, garante que todos foram convidados e que a iniciativa foi bastante divulgada. “A manifestação foi divulgada pelos órgãos de comunicação, se eles não estão é porque não querem, ou porque não podem”, considera.
O porta-voz da comissão afirma que o principal objectivo deste protesto era lançar uma petição que pretendem levar à Assembleia da República. A comissão de utentes está agora preocupada com a recolha das 4 mil assinaturas na petição contra a introdução de portagens na A4 e quer organizar novos protestos, que ainda não estão agendados.

Testemunho
Carlos Areosa
“Não estaria contra se tivéssemos uma alternativa minimamente digna para nos deslocarmos de Bragança a Vila Real. Grande parte dos troços do IP4 foram aproveitados para a auto-estrada, portanto somos obrigados a pagar portagens”.

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