Maioria dos fundos fica na Capital
Para o presidente da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes, Américo Pereira, os fundos só são bem aplicados na Capital, quando as estruturas beneficiam todo o País.
“ O ‘Spill Over’ é um instrumento que tem sido utilizado com alguns prejuízos para o País e particularmente para a região Norte. Ele verdadeiramente só deve ser utilizado em Lisboa quando se trata de investimentos que se vão repercutir no País na sua totalidade e não podem ser feitos noutro sítio que não seja em Lisboa. O que é certo é que tem sido utilizada essa figura, caminhando recursos e verbas que são próprias das regiões de convergência e que são aplicadas noutras zonas do País, nomeadamente na capital em investimentos que o País nada beneficia”, constata o representante dos autarcas.
A presidente do município de Alfândega da Fé também critica a distribuição de fundos em quadros comunitários anteriores e diz mesmo que cabe aos autarcas do Interior do País reivindicar uma forma diferente de distribuição das verbas.
Ganhar capacidade de reivindicação
Berta Nunes defende medidas de discriminação positiva para o Interior do País na distribuição dos fundos comunitários, considerando que só assim é possível as regiões mais pobres, como é o caso do distrito de Bragança, cativarem apoios para investimento.
“Na aplicação dos fundos comunitários tem que haver uma descriminação positiva para o Interior e isso tem que ser discutido. Tem que haver programas especiais para as zonas de baixa densidade e isso vai ter que ser tudo discutido e vamos ter que o reivindicar, porque se não o fizermos e se não o fizermos em conjunto de uma forma concertada, vamos continuar a ser prejudicados. E sem investimento não há desenvolvimento, não se criam postos de trabalho”, alerta a edil.
A autarca lembra que em quadros comunitários anteriores a maior parte do dinheiro acabou por ser aplicado no Litoral do País.
Destaque
Autarca de Alfândega da Fé apela à reivindicação de medidas de discriminação positiva do Interior na distribuição dos fundos.
J.G./T.B