Região

QUERCUS contra a barragem

  • 3 de Janeiro de 2006, 14:45

A QUERCUS considera a construção da barragem do Baixo Sabor como um dos maiores erros ambientais que ocorreram durante o ano passado.
Aquela associação apontou as consequências ambientais positivas e negativas que se verificaram durante 2005, para alertar a comunidade para a importância da preservação do ecossistema.
Entre os factores negativos destaca-se a manutenção do parecer positivo dado pelo Governo, quanto à construção do aproveitamento hidroeléctrico no rio Sabor.
A destruição da natureza é o principal argumento da QUERCUS para se insurgir contra a barragem, uma vez que o empreendimento “significará a destruição irreversível do último grande rio selvagem, arrasando por completo os seus ecossistemas constituídos por espécies únicas da fauna e da flora”.
Os ambientalistas argumentam, ainda, que “os ganhos energéticos alcançados com a construção de uma grande barragem no rio Sabor podem ser, facilmente, obtidos
com a melhoria da eficiência energética em Portugal”, que consideram uma
das piores da Europa.
Segundo o presidente da Quercus, Hélder Spínola, esta organização e outras associações ambientalistas estão a desenvolver todos os procedimentos no sentido de alertar a Comissão Europeia para novos desenvolvimentos em todo o processo da construção da barragem, na tentativa e evitar este “atentado ambiental”.
Para já, estão a ser estudadas formas de intervir ao nível dos tribunais nacionais já no início deste ano.
De acordo com os responsáveis da QUERCUS, há alternativas à barragem do Baixo Sabor, nomeadamente a aposta noutras fontes de energias renováveis.
“Uma barragem não traz desenvolvimento e, se houver dúvidas nesta matéria, basta visitar as inúmeras barragens existentes no território nacional”, concluiu Hélder Spínola.

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