Centro de Saúde de Miranda abre portas
Este novo equipamento, que custou cerca de dois milhões de euros, financiados pelo programa Saúde XXI, não contempla internamento, uma situação que será ultrapassada com o recurso a uma Unidade de Cuidados Continuados (UCC).
Ao que foi possível apurar, os Serviço de Atendimento Permanente (SAP) vão continuar a funcionar nas antigas instalações durante mais alguns dias, tal como o serviço de internamento.
Segundo o coordenador da sub-região de Saúde de Bragança, António Subtil, o atraso na abertura deste Centro de Saúde prendeu-se com os concursos públicos para dotar aquela infra-estrutura dos equipamentos necessários.
“Depois da construção do edifício é preciso dota-lo de sistema informático, telefones, ar condicionado, electricidade com potência suficiente. Trata-se de equipamentos que estão sujeitos a concursos públicos e é preciso respeitar os prazos legais e certificá-los ao abrigo da legislação em vigor”, sublinhou o responsável.
Antigas instalações
com falta de qualidade
António Subtil acrescentou, ainda, que num prazo inferior a três anos, conseguiu-se desenvolver um projecto funcional, adaptado às necessidades do concelho e Miranda do Douro.
Recorde-se que a construção do CSMD foi objecto de um braço de ferro entre o Instituto Português do Património Arquitectónico e a autarquia local, uma vez que foi considerado que aquela infra-estrutura estava construída numa área de protecção das muralhas da velha fortaleza medieval.
Recentemente, o antigo Centro de Saúde de Miranda foi alvo de um estudo elaborado pelo Instituto da Qualidade da Saúde, onde a opinião das pessoas foi tida em conta na avaliação dos equipamentos, que deixou este equipamento mal classificado, entre os doze centros de saúde do distrito de Bragança.
O coordenador da Sub-Região de Saúde de Bragança justifica esta situação com o “fim de vida das instalações”.