Região

ANGUEIRA quer armazenar água

  • 17 de Agosto de 2005, 14:26

Os agricultores desta localidade têm a maioria dos seus terrenos de cultivo e lameiros nas margens do rio Angueira, para poderem regar as suas culturas. Só que, este ano, o curso de água pregou uma partida aos homens da lavoura, uma vez que, na maioria das zonas, a água chegou mesmo a desaparecer e as culturas acabam por morrer asfixiadas.
A aldeia tem, ainda, um canal de rega tradicional, com cerca de três mil metros de extensão, mas o baixo caudal do rio não permite o abastecimento do sistema, que também precisa de ser recuperada.
Segundo o secretário da Junta de Freguesia de Angueira (JFA), Jorge Fernandes, este problema, que afecta os agricultores todos os Verões, pode ser resolvido com a recuperação dos açudes que já existem em determinadas partes do rio.
“Temos dois açudes que são fundamentais para Angueira, pois abastecem o canal de rega tradicional, e só a sua beneficiação pode resolver os problemas de seca na aldeia”, salienta Jorge Fernandes.
Contudo, a falta de recursos financeiros é o principal obstáculo da Junta de Freguesia. “Já foi feita uma candidatura ao programa Agris, mas ainda não foi aprovada. Trata-se de uma intervenção orçada em cerca de 150 mil euros”, sublinha o autarca.

Culturas e forragens comprometidas

Para atenuar os problemas e recuperar os açudes, a Junta já pediu ajuda à Câmara Municipal de Vimioso (CMV), mas o apoio ainda não foi concedido. “A Câmara disse-nos que estava a estudar um Plano Global de Intervenção para o rio Angueira mas, passados quatro anos, ainda não foi feito nada e o rio está seco”, enfatiza o responsável.
Confrontado com a situação, o presidente da CMV, José Rodrigues, afirma desconhecer os açudes que precisam de ser recuperados na zona de Angueira.
O edil acrescentou, ainda, que a Câmara “está disposta a ajudar a resolver os problemas de seca na aldeia, desde que a Junta faça chegar à autarquia a relação das necessidades da população”.
No entanto, o drama da seca está a preocupar os agricultores que não têm água suficiente para regar os campos de cultivo, nem para saciar a sede dos animais que andam no campo.
O presidente da JFA, Vitor Pires, afirma que já procedeu à abertura de charcas fora do leito do rio, para criar reservatórios de água acessíveis aos animais. Contudo, esta medida só poderá dar frutos em anos seguintes.

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